quarta-feira, 5 de maio de 2010

Nós. Os “Débeis Mentais Emocionais”.

Se relacionar afectivamente tem sido um verdadeiro #$%@*&¨!!! nos últimos tempos.

Apesar de agora existirem vááários meios para encontrar o par certo, o pessoal não desatola do dilema, amargando solidão full-time. Tudo carrancudo, infeliz, sozinho, comendo compulsivamente, fazendo sexo de repetição, essas coisas... só para espantar o tédio da existência.

A pensar sobre isso, percebi que uma das razões pode estar no facto de tratarmos nossos pares como “o inimigo”. Eu explico…

Porque carga d’água aceitamos as ofensas e os defeitos dos amigos, pais, irmãos, colegas de trabalho, polícia, motoristas e afins, mas não aceitamos um único deslize de nossos AMORES?

Todos temos o direito sagrado de estar mal humorado de vez em quando: stress, TPM, falta de dinheirinho, dor de barriga, fome. E “nós” pode-mos entender e acolher toda a gente, mesmo bodeadaço do outro.

Acho que o problema é o nosso ego (doentinho), afinal, esperamos dos nossos pares nada menos que a perfeição.
Pensa-mos logo “ como pode alguém fazer-me isto?” Ou “como pode estar ao meu lado se também faz cocô? “ (cocô: um tema recorrente neste blog). Se um amigo diz que vai-te ligar e não liga, simplesmente entendes que o sujeito esteve ocupado e não teve oportunidade, ou até esqueceu-se, e tudo bem. Mas se o “dito” não liga....ele é um autêntico bosta (mais uma referência ao produto fecal). “oooh ele (a) não gosta mais de miiiim, buuuaaah” ou “ Ainda não ligou??? De certeza que está com outra(a)”

Podemos nos ajudar se lembrarmo-nos que o fulaninho (a), é antes de tudo o nosso melhor amigo (a) – ou ao menos se candidatou a tal - , que também tem ego doente. Mas está tentando ser a tua companhia.

E é isso, estamos a dar a imagem de uns “Débeis Mentais Emocionais”, e total incompetentes na arte de vida a dois.

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