sexta-feira, 4 de junho de 2010

cansada.


Ela cansou-se de amar e sofrer, de sofrer e amar, mas principalmente cansou-se de sofrer e morrer. Não fisicamente, mas psicologicamente. Quantas vezes já sucumbiu ao último suspiro, e depois reviveu fracamente com a luta do corpo, arrastando-se por mais um fiapo de vida, amando e sofrendo, sofrendo e amando, sofrendo e morrendo.

Quis chorar, já sem lágrimas para tal. Apenas ductos ressecados e tristes. É, até os olhos cansaram; cansaram de chorar. Quis correr, mas a força necessária para isso cansou de esperar alguma atitude e foi-se embora. Quis gritar, contudo não viu fundamento para isso, cansou-se de tentar se fazer ouvir.

Por fim, quis morrer, a morte não parecia cansada. Respirou, sentou, respirou e suspirou, por uma última vez. Sozinha, sempre sozinha.

PS 1: Só para constar, nem todos os meus textos são sobre mim.

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