terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ofensas modernas.


Antigamente quando alguém “brigava” com alguém parava de falar, e era suficiente. As partes amargavam um pouco da distância e do silêncio, e boa, bola pra frente, sem maiores consequências.

Hoje é tudo uma “confusão” generalizada. Qualquer desentendimento é motivo para bloquear no MSN, apagar dos amigos do Facebook e escrever ofensas veladas ou directas no blog. Tradução dessas acções, respectivamente:

- Não fales mais comigo idiota!
- Quero que todos saibam o escroto (a) que tu és!
- odeio-te, também publicamente, ou: já estou noutra sua anta, ou: qualquer coisa que eu imagine que possa ferir os teus sentimentos.


Mas a coisa ainda fica mais patética: peço que meus amigos te apaguem do facebook deles, posto as tuas fotos e/ou vídeos de momentos de intimidade no youtube anonimamente, promovendo, como der, a degradação da tua imagem....

Ah! Como é bom sentires que tens 9 anos quando estamos na casa dos 20/30! Sempre fortalecendo a criança interior :-) . Obrigada, tecnologia, por nos dares esta oportunidade!

Let it go.


Depois de um tempo.
Depois de um tempo aprendes a subtil diferença entre segurar uma mão e acorrentar uma alma, aprendes que amar não significa apoiar-se, e companhia não quer sempre dizer segurança.

E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas, começas a aceitar derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante com a graça de mulher, não a tristeza de uma criança, aprendes a construir todas as estradas hoje porque o terreno de amanhã é demasiado incerto para planos, e futuros têm o hábito de cair no meio do voo.

Depois de um tempo aprendes que até mesmo a luz do sol queima se a tiveres demais, então plantas o teu próprio jardim e enfeitas a tua própria alma ao invés de esperar que alguém te traga flores.

E por fim aprendes que realmente podes resistir, realmente és forte, realmente tens valor, e aprendes com cada adeus.

domingo, 5 de setembro de 2010

Há dias assim...


Nostalgia.


Saudades do meu tempo de criança,
Saudades do que não vivi,
Saudades das pessoas queridas que hoje não estão mais comigo,

Saudades das coisas que um dia quiseram ficar, e eu não dei espaço,
E de tudo...
Saudades de mim!