domingo, 3 de outubro de 2010

let the rain fall down, i'm coming clean


Caminhando pela chuva, vou sentindo a água sob meus pés. vou sentindo-a desabar sobre mim. Caminhando pela chuva, vou percebendo as minúsculas gotas a caírem sobre meu corpo, sobre meu rosto e ao caírem vão lavando, levando todos os meus pensamentos e angustias,e este corpo cansado, maltratado,vai erguendo-se, vai reconhecendo, vai percebendo. e, ao conseguir sua alma lavar, ao sentir-se limpa de toda a sujeira que passou a acumular na vida, este ser chora... Chora... e elevando o rosto para o ceu, percebe que não queria que tudo fosse diferente, que tudo a fez evoluir (OS ERROS, ACERTOS,RISOS, CHOROS...) condena-se por todas as ofensas que chegou a lhe dedicar. E este ser, profundamente compungido, permite que, por seu rosto, lágrimas de arrependimento se ponham a rolar.

Tempo (coisa que ultimamente não tenho)


Tempo... O Quanto enganas a nossa mente! faz-me correr quando eu devería pensar, cegas-me quando eu deveria apreciar, engoles-me quando eu devería te engolir. Tu que és nada, faz como se fosses tudo, criando castelos de ilusões, que a maré da vida desfaz como se fosse de areia. Ah! Tempo... quando será que compreenderei que não existes, que és apenas referência física de minha existência material e irreal, pois para meu espírito, não és mais do que lembrança, que o pensamento alcança quando quiser. Ah! Tempo... como queria ter tempo para te apreciar