quinta-feira, 20 de janeiro de 2011


Nesta tarde de céu nublado e vento frio, penso em ti.
Assim como penso em todas as outras tardes e manhãs e noites, seja frio ou calor. Acontece que, hoje, algo diferente aconteceu, não que nunca tenha acontecido. Mas às vezes a dor consome-me de forma tão total, tão definitiva que me pergunto se poderei suportar outro golpe, mesmo que um só. E essa dor, esse golpe, é a tua ausência da verdade para comigo.

Talvez a noite de hoje seja tão doce e memorável quanto aquelas outras em que estive contigo, talvez seja apenas a escuridão. Talvez seja apenas a tua ausência.

Ouço músicas que são tão minhas quanto tuas e sorrio em silêncio. Lembras-te? quando toca no rádio, e nós cantamos juntos! A fazer caretas e gestos dramáticos. Depois troca-mos olhares. Ri-mos. Ri-mos do que somos. Porque só nos sabemos como fugimos á rotina dos outros casais. Por isso somos tão diferentes. Somos os melhores. Porque somos nós.

Mas mais tarde estarei nos teus braços e direi o quanto senti a tua falta: muito mais do que eu posso afirmar. E tu sabes, tu sabes tão bem quanto eu.

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