domingo, 30 de outubro de 2011

A minha Avó?



Pessoa com pouca instrução,
mas com um enorme coração.
Era tudo para os netos,
como se mais ninguém na Vida tivesse.

Vivia para dar o que podia,
Trabalhava imenso…
Sempre foi uma mulher de armas,
e nada lhe podia faltar enquanto trabalhava.

Tudo o que fazia era bem feito!

Tinha o seu feitio,
Mas a isso, nada lhe era combatido
Pois, quem mal aos seus netos fizesse,
a ela a incitava.

Perdi-a…
Com imensa dor que não recupero,
mas a ela, neste Mundo tudo devo!

sábado, 22 de outubro de 2011


"é assim que eu te conheço, assim que me comprometo, envolvente, intenso, desprendido do mundo em redor, mas preso à vida em seu valor.

dentro de ti, um coração incompleto que dificilmente é preenchido, por magoas passadas, perdas vividas, traições cometidas, vives numa solidão de artista e com o ar despreocupado e seguro que eu admiro. mas eu já te conheço tão bem, que para além disto vem, um lutadora, nunca uma desistente, persistente mas imprudente, vivida e crescida, uma mulher progredida. talvez te conheça melhor do que a mim mesmo, pois sei exactamente qual é a sensação dos teus beijos, o toque das tuas mãos, o calor dos teus abraços. sei como é ficar horas a olhar para ti, e saber decor todos os teus traços, sei como é cuidar de ti de todo o jeito. agora, melhor do que nunca, sei como é gostar de ti, pelo o que és"

F.*

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Let yourself go...

medo.
medo de descobrir,
o que queres de mim afinal.
medo de seguir.
medo de ficar.
abraça-me toda uma incerteza, a incerteza de saber o que fazer. porque a cada minuto que não nos temos, estamos a desejar-nos. e em cada instante nosso, juntos, estamos a um passo de nos perdermos um do outro, mais uma vez. fosse antes um com o outro .
é verdadeiramente irónico. ambos sabemos que é inevitável, mas talvez só eu esteja suficientemente consciente para perceber que o inevitável nem sempre é o correcto. e não se trata de códigos morais, mas sim sentimentais .
eu não te peço para apareceres (apesar de o querer), e muito menos para desapareceres.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011


Hoje de manhã acordei e fiquei a olhar para tudo catatônica, um misto de susto com deslumbramento. Dei-me conta de que esta é a pior e a melhor fase da minha vida. Foi difícil enterrar tantos mortos e tantas rotinas, mas está cada vez mais fácil viver dentro de mim.