domingo, 15 de janeiro de 2012

Às vezes pergunto me se te esqueces que sou diferente, pergunto-me qual é a dificuldade em dispor os pensamentos que tens de mim …ou a dificuldade de me dares um bom dia ou um boa noite, ou fazer a simples pergunta “porque estas a chorar?” como um Pai deve fazer; pergunto-me ainda se não seria mais fácil se tentasses viver no século actual e compreender-me nem que fosse um pouco. Farto-me de ouvir as mesmas coisas, de ter a infeliz noticia que para ti serei sempre uma criança de 10 anos, uma rapariga que nunca pode fazer as mesmas coisas que um jovem da minha idade “real”, que não tenho direito a opinar o que seja. Se o teu medo é que eu caia no mesmo erro que o outro podes ter a certeza que mais depressa o faço se isto continua assim. Gostaria, honestamente que reagisses de outro modo comigo e que me aproximasses de ti em vez de só me afastares. Que deixasses se ser esse cubo de gelo. Era importante que estivesses mais presente na minha vida e que não te influenciasses por outras pessoas pois elas não são nada na tua vida a comparar com a tua FAMÍLIA. Podes sempre comprar amigos…mas uma família como nos…nunca.

1 comentário:

Nuno . disse...

Não te compreendo, mas entendo-te. Sou um sortudo no que toca a esse campo. Tenho bons e grandes exemplos, não só em casa mas na família. Percebo perfeitamente a falta que faz um pai "ausente"... e espero um dia não vir a ser um. Já tentaste falar com ele? :|