Ora ja falamos de gatos com crises de casal, crianças com problemas amorosos, namoradas com sindrome grave....hoje vamos falar, do estado normal de muita gente.
Cada um com a sua bebedura, ora.
sábado, 12 de junho de 2010
quinta-feira, 10 de junho de 2010

Durante todo meu percurso de vida, preocupei-me demasiadamente com o amanhã, em ser feliz no futuro. Não que isso seja errado, mas o ontem sempre faz alguma diferença na nossa vida e não faz sentido ignorá-lo e não tomá-lo como exemplo! O amanhã pode ser igual ao ontem se eu não mudar o modo de ver as coisas.
Ás vezes pensar nisso dá-me umas estranhas crises nostálgicas, onde eu questiono como seria a minha vida se eu tivesse insistido ou desistido de alguma coisa. Aí acabo a ressuscitar velhos fantasmas, e como uma verdadeira obsessão penso nisso durante dias. A insegurança toma conta de mim. E é fácil perceber qual é o meu problema (e por aqui isso já é assunto manjado). A insatisfação.
E eu sei que isso não se passa só comigo, a insatisfação é o monstro do armário para muita gente. Entender o porquê disso é muito complexo. Porque sempre em qualquer ser humano, em qualquer época, falta alguma coisa. E essa falta não deve ser desesperadora, mas sim um incentivo para viajar mais longe, fazer melhor, mesmo que o tão esperado baú de moedas de ouro não esteja no fim do arco-íris. Porque o sentido da vida é ter os pés no chão e entender que a tristeza faz parte da felicidade, pois um completa o outro. Não faz sentido viver como uma eterna sofredora, arrastando as correntes por aí, a lamentar pelo presente, passado e futuro.
terça-feira, 8 de junho de 2010

Às vezes a impressão que me dá é que as coisas mais horripilantes são as melhores! Geralmente o melhor final para um filme de terror, é o inesperado. Coisas muito bonitinhas dão-me náuseas, gente feliz demais para mim é encenação, puro teatro. O horror costuma ser verdadeiro, por pior que seja, não dá para disfarça-lo. Verdade?
É, com certeza, o melhor final para um filme, ou para uma vida. Talvez seja por isso que eu o escolhi. Tudo muito bem planejado e muito bem disfarçado. Se for para ir, quero ir em grande estilo. Quero que todos se sintam culpados e se amargurem por tudo que me fizeram! Eu não sou um brinquedo, mas sempre me trataram como um.
Escolhi um dia qualquer, bem ensolarado e para os outros, até mesmo bonito. Tanto faz. Fazia dias e dias que não saia de casa, todos me ligavam e tentavam falar comigo, era propositado. Saí de lá apenas com uma camisola e chinelos, entrei no elevador apinhado de gente que me olhava assustada e apertei o botão para o último andar.
Foram intermináveis minutos até chegar ao meu destino, tive de esperar todas as pessoas descerem para finalmente conseguir subir. Passei pelo terraço, indo até a extremidade que ficava de frente à avenida. Coloquei o primeiro pé na beirada e olhei para baixo, sorrindo, apoiei o outro. O vento soprava forte na direcção contrária, quem sabe quisesse empurrar-me para longe da beira. Não importava, não ia conseguir.
Contudo, não tinha graça um espectáculo de horrores sem uma plateia assustada. Tirei os chinelos e atirei o primeiro que caiu perto de uma velhinha que olhou para cima e gritou quando me viu. Estava a ficar bom. Esperei poucos minutos e atirei o outro, mas naquela hora já não era necessário mais nada para chamar a atenção.
Primeiro a velhinha avisou todos em volta, alguém ligou para a polícia que começava a anunciar um monte de idiotices com um auto-falante e logo após veio a imprensa. Tinha me informado, e sabia que se demorasse a atirar-me eles iriam me impedir antes mesmo de colocar os pés para fora. Então não ia perder tempo.
O vento soprava cada vez mais forte. Tirei o primeiro pé do apoio e abri meus braços no melhor estilo titanic que consegui e soltei o corpo... Caindo no abismo da morte que todo espectáculo de horrores que se preze deve ter.
"Eu só queria que me respeitassem, que me tratassem como gente, que possui sentimentos e vontades. Acolhi-me no horror, mas tinha inveja dos espectáculos. Resolvi então criar a minha própria e eis o resultado. Ficarei marcada na história com eles, onde eu sei que, seja lá onde eu vá parar, serei tratada como vocês nunca tiveram a capacidade de fazer. Culpem-se sim, é tudo que eu quero! E tenham cuidado para que ninguém puxe o pé à noite, talvez seja os meus cumprimentos quando estiver a passar por perto.
É, com certeza, o melhor final para um filme, ou para uma vida. Talvez seja por isso que eu o escolhi. Tudo muito bem planejado e muito bem disfarçado. Se for para ir, quero ir em grande estilo. Quero que todos se sintam culpados e se amargurem por tudo que me fizeram! Eu não sou um brinquedo, mas sempre me trataram como um.
Escolhi um dia qualquer, bem ensolarado e para os outros, até mesmo bonito. Tanto faz. Fazia dias e dias que não saia de casa, todos me ligavam e tentavam falar comigo, era propositado. Saí de lá apenas com uma camisola e chinelos, entrei no elevador apinhado de gente que me olhava assustada e apertei o botão para o último andar.
Foram intermináveis minutos até chegar ao meu destino, tive de esperar todas as pessoas descerem para finalmente conseguir subir. Passei pelo terraço, indo até a extremidade que ficava de frente à avenida. Coloquei o primeiro pé na beirada e olhei para baixo, sorrindo, apoiei o outro. O vento soprava forte na direcção contrária, quem sabe quisesse empurrar-me para longe da beira. Não importava, não ia conseguir.
Contudo, não tinha graça um espectáculo de horrores sem uma plateia assustada. Tirei os chinelos e atirei o primeiro que caiu perto de uma velhinha que olhou para cima e gritou quando me viu. Estava a ficar bom. Esperei poucos minutos e atirei o outro, mas naquela hora já não era necessário mais nada para chamar a atenção.
Primeiro a velhinha avisou todos em volta, alguém ligou para a polícia que começava a anunciar um monte de idiotices com um auto-falante e logo após veio a imprensa. Tinha me informado, e sabia que se demorasse a atirar-me eles iriam me impedir antes mesmo de colocar os pés para fora. Então não ia perder tempo.
O vento soprava cada vez mais forte. Tirei o primeiro pé do apoio e abri meus braços no melhor estilo titanic que consegui e soltei o corpo... Caindo no abismo da morte que todo espectáculo de horrores que se preze deve ter.
"Eu só queria que me respeitassem, que me tratassem como gente, que possui sentimentos e vontades. Acolhi-me no horror, mas tinha inveja dos espectáculos. Resolvi então criar a minha própria e eis o resultado. Ficarei marcada na história com eles, onde eu sei que, seja lá onde eu vá parar, serei tratada como vocês nunca tiveram a capacidade de fazer. Culpem-se sim, é tudo que eu quero! E tenham cuidado para que ninguém puxe o pé à noite, talvez seja os meus cumprimentos quando estiver a passar por perto.
Aquela que vocês humilharam. "
-Ataque de criatividade, eu não sabia o que escrever até o momento em que escrevia.
-Ataque de criatividade, eu não sabia o que escrever até o momento em que escrevia.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
homo...e nao me refiro ao sapiens

ok..eu nunca fui de falar aqui no blog de assuntos tabu (religiao, política,etc) simplesmente porque nao suporto preconceito dos outros. No entanto, há uma coisa que nao compreendo e que por sinal me tira do sério.
Lembrei-me que um dia depois do meu aniversário é dia do orgulho gay. Essa palavra sempre me foi enigmática, muita vez achava-a uma boa denominadora de um super herói, Super Gay, nada mal.
Penso bastante sobre o assunto e desde a algum tempo e tenho a mesma opinião. Qual o mal da homosexualidade? O que há de errado? Não só em questão de sexualidade, mas em questão da maioria das individualidades de um ser. Não sei de onde muita gente tira tantos tabus e preconceitos. Na verdade isso é fruto de todo nosso egoísmo, de só achar-mos certo o padrão. O padrão que nunca foi nosso, nos foi inserido por alguém, provavelmente mais burro que nós.
Admiro-os por defenderem suas particularidades, mas sem ofender o próximo, se nós vivêssemos a vida como ela deveria ser vivida respeitaríamos bastante isso. Viveríamos em passividade.
Que com a evolução da humanidade, evoluam também nossos cérebros e que passemos a aceitar certas coisas com mais naturalidade, como na verdade devem ser.
domingo, 6 de junho de 2010

Ela sempre me dizia: "a dor é a nossa melhor amiga". Mas como???
Estava ela a falar...
Da dor que nos maltrata?
Da dor que nos revolta?
Ou a dor que nos inspira.
A dor que nos cura.
Da dor que nos revolta?
Ou a dor que nos inspira.
A dor que nos cura.
Tantos lamentos, tantas dores neste mundo, pois através delas, somos instigados a despertar e seguir o nosso caminho numa outra faixa de vibração. O dia virá em que não teremos mais dores nem sofrimentos... mas sim, uma enorme satisfação em olharmos para trás e vermos o quanto evoluímos!! Em olharmos para frente e vermos o quanto nos falta ainda para subirmos mais um degrau.
sábado, 5 de junho de 2010
Sábado é dia do viiideo da semana!
hehe que linda. Espera até chegar á adolescência :D
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parece uma criança da máfia hunf
sexta-feira, 4 de junho de 2010
cansada.

Ela cansou-se de amar e sofrer, de sofrer e amar, mas principalmente cansou-se de sofrer e morrer. Não fisicamente, mas psicologicamente. Quantas vezes já sucumbiu ao último suspiro, e depois reviveu fracamente com a luta do corpo, arrastando-se por mais um fiapo de vida, amando e sofrendo, sofrendo e amando, sofrendo e morrendo.
Quis chorar, já sem lágrimas para tal. Apenas ductos ressecados e tristes. É, até os olhos cansaram; cansaram de chorar. Quis correr, mas a força necessária para isso cansou de esperar alguma atitude e foi-se embora. Quis gritar, contudo não viu fundamento para isso, cansou-se de tentar se fazer ouvir.
Por fim, quis morrer, a morte não parecia cansada. Respirou, sentou, respirou e suspirou, por uma última vez. Sozinha, sempre sozinha.
PS 1: Só para constar, nem todos os meus textos são sobre mim.
Quis chorar, já sem lágrimas para tal. Apenas ductos ressecados e tristes. É, até os olhos cansaram; cansaram de chorar. Quis correr, mas a força necessária para isso cansou de esperar alguma atitude e foi-se embora. Quis gritar, contudo não viu fundamento para isso, cansou-se de tentar se fazer ouvir.
Por fim, quis morrer, a morte não parecia cansada. Respirou, sentou, respirou e suspirou, por uma última vez. Sozinha, sempre sozinha.
PS 1: Só para constar, nem todos os meus textos são sobre mim.
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