De repente vem uma onda e desmancha tudo… Mas eu não vivo de marcas na areia. Eu escrevo em rochedos fortes. Então, que venham as ondas. Saltarei por cima de todas.
"devias ir para casa cortar os pulsos como costumas fazer".
Palavras ditas na fervura de uma das nossas discussões. Palavras sordidas e de uma imaturidade extrema, da qual nao suporto. Com a mais pura falta de respeito, da qual nao permito. Muito menos de ti.
Tenho que admitir...por mais obvio que fosse...nunca esperaria ouvir tal coisa de alguém que eu tanto estimei, perdoei e sobrevalorizei. Ás vezes o amor tem destas coisas. Por mais que se perdoe um criminoso ele irá sempre ser...o "criminoso". Porque foi educado assim ou simplesmente é a sua essência. As pessoas não mudam. No entanto...erros acontecem. Não foi o caso do L.
Aliás...considero sim um erro a nossa relação. Mas não estou de todo arrependida. Sei que com isto fortaleci os meus ideais e aprendi com os própios erros. Mas cheguei finalmente á conclusão que não há condições para avançar. Vale apena, ainda, lutar por nós dois? A minha resposta é definitivamente...não. Preciso de provas, argumentos. E não os tenho. Não quero gastar a minha vida em vão, o meu tempo e muito menos desgastar o meu coração.Sinceramente? acho que já me tinha habituado á ideia. Talvez por isso não me custe tanto hoje.
Ela é levada pelo o vento da incerteza e carregada pelo o mar das ilusões. Empurrada pela tristeza da depressão e arrebatada pelo o pior de todos os pesadelos...o passado. Conduzida por inúmeros "talvez" e abarrotada de contradições irreparáveis. Revestida por ferro e atopetada de sentimentalismo barato. Possui impropérios presos no consciente e mentiras presas na garganta.
É melancólica, dura e amarga.
Devo acreditar em algo e ser enganada pela falsidade? Ou não confiar em ninguém e viver na solidão?
Sou a unica que não sonha em casar, ter filhos e construir uma familia?
Quero viajar, formar-me, aproveitar acima de tudo e calar todos aqueles que um dia me subestimaram.
Ouve. A caneta é a tua mente, o papel é a tua história e as palavras são as tuas atitudes. A vida é como um livro, e se estas estagnado no teu… Vira a página, se possível muda o capítulo. Transforma o enredo. Faz o que for, mas não deixes de escrever. Lembra-te que um texto com palavras repetidas torna-se cansativo e chato… Então, evita a repetição, procura por novas alternativas, novas possibilidades de escrita.Tem acesso a tantas oportunidades, a tantas formas de aprendizagem, é só aplicá-las. É só não deixar a tintar acabar.
A quem achar que sou demasiado romântica, ou demasiado pessimista, direi que nem uma coisa nem outra: escrevo sobre a morte porque desejo a vida, e sobre a dor porque acredito na possível alegria. Falo das minhas preocupações porque tenho esperança; falo da sombra porque acredito em alguma claridade que justifique o universo.